terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Nicholas Shackel: A Vacuidade da Metodologia Pós-modernista

Trechos do artigo original:


"Muitas das doutrinas filosóficas defendidas por pós-modernistas foram redondamente refutadas, mas as pessoas continuam a ser convertidas por um conjunto de dispositivos desonestos usados no proselitismo pós-moderno. Está ficando cansativo repetir refutações do mesmo tipo para cada nova aparição dessas várias manobras. Por essa razão, em vez de dar um novo grupo de refutações específicas, oferecerei em vez disso meu pequeno museu de suas manobras retóricas, cada exibição rotulada em ordem, cada rótulo gravado com um nome, cada nome contribuindo para um vocabulário de rejeição [do pós-modernismo].

Por 'pós-modernistas' refiro-me não apenas a autointitulados pós-modernistas como Lyotard e Rorty, mas também a pós-estruturalistas, desconstrucionistas, adeptos do Programa Forte em Sociologia do Conhecimento, e feministas anti-racionalistas. Uno-os sob o termo porque, filosoficamente, estão unidos por uma doutrina cética sobre a racionalidade (que confundem erroneamente com uma descoberta profunda): a saber, que a racionalidade não pode ser uma restrição objetiva sobre nós mas é qualquer coisa que a fizermos ser, e o que a fazemos ser depende do que valorizamos. Oponentes são vistos como disfarçando sua construção de interesse próprio da racionalidade por trás de uma visão metafisicamente inflada da racionalidade na qual assume-se que a Razão com R maiúsculo transcende os egos meramente empíricos de seres racionais.

Nomeemos essa doutrina cética. Que tal 'logofobia'? O termo tem muito de recomendável. Condescendente, com petição de princípio, evitando pensar mais a fundo, assegurando evasão fácil da questão meramente gradgrindiana a respeito da verdade ou falsidade da doutrina, permitindo a nós passar logo para a diversão de maldizer os logofóbicos. O que mais se poderia querer de um termo?

Infelizmente, sou um racionalista empedernido e renunciei aos prazeres dos truques sofísticos. Em vez disso batizei a doutrina de 'alogosia', para passar sua negação da objetividade da razão, e seus seguidores de 'alogósicos', dos quais os pós-modernistas são apenas os exemplares mais recentes. Não discutirei essa doutrina aqui, mas explorarei alguns de seus absurdos."

Dois dos dispositivos desonestos pós-modernos identificados por Shackel:


1. Truísmos de Troll. Consiste em afirmações vagas o suficiente para serem ao mesmo tempo trivialmente verdadeiras enquanto carregam interpretação alternativa que veicula uma falsidade empolgante. Exemplo: a afirmação de que a ciência é socialmente construída é trivialmente verdadeira, mas com ela frequentemente quer-se alegar que o modo como essa construção se deu é totalmente arbitrário, não contendo verdade objetiva inescapável, e que o fato de ser uma construção implica que haveria necessariamente outros modos de construir. Uma falsidade empolgante veiculada por uma verdade trivial e enfadonha.

2. Doutrinas de Mota e Terreno. Castelos de mota eram um tipo de construção medieval em que havia uma torre de pedra construída sobre uma colina frequentemente artificial (a mota) cercada por um terreno contendo construções (tipicamente um castelo) delimitado por um muro ou uma vala. A parte desejável e útil é o terreno, o espaço imediato da mota, frio e úmido, é um mal necessário para manter a segurança do terreno. Na estratégia desonesta em questão, o terreno é o conjunto de proposições desejáveis pelos seus defensores mas fracamente defensáveis. A mota representa proposições facilmente defensáveis mas indesejáveis para esses proponentes. Quem defende uma doutrina filosófica estilo mota-e-terreno quer explorar o terreno livremente, mas quando é pressionado por críticos vai bater em retirada para a mota. Um exemplo de doutrina mota-e-terreno é a doutrina de Michel Foucault sobre a verdade. O terreno dificilmente defensável é a proposição de que verdade é poder, que facilmente se expõe a críticas demolidoras mesmo sendo desejável para Foucault. A mota é que com "verdade" Foucault quer dizer outra coisa que não se identifica com a verdade, outra coisa em que a afirmação se torna trivialmente aceitável. No entanto, o que Foucault estava oferecendo era uma teoria da verdade, não uma teoria de alguma outra coisa arbitrariamente rotulada com o termo 'verdade', convenientemente ressignificado. Quando o escrutínio crítico se afrouxa (os 'inimigos' tentando atacar o 'terreno' se retiram), o novo sentido de 'verdade' desaparece e os defensores da doutrina voltam a pensar que verdade é poder, uma ideia falsa mas empolgante.

(Shackel esclarece o dispositivo de "mota e terreno" aqui: blog.practicalethics.ox.ac.uk/2014/09/motte-and-bailey-doctrines/ )

Depois de classificar outras estratégias, a conclusão do filósofo é que o destino dos pós-modernos é um buraco negro de absoluto irracionalismo auto-refutante em que todas as proposições são igualmente aceitáveis.

Referência

Shackel, N. 2005 The Vacuity of Postmodernist Methodology. Metaphilosophy 36, 295–320. (doi:10.1111/j.1467-9973.2005.00370.x)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Além do exercício e da dieta: estudo com 300 mil pessoas revela bases genéticas da obesidade

Maior estudo até hoje mostra que genes participam das razões pelas quais as pessoas são obesas.


Há muitas razões pelas quais as pessoas ganham quantidades diferentes de peso e a gordura se acumula em partes diferentes do corpo. Pesquisadores conduziram recentemente o maior estudo da variação genética até o momento para encontrar as razões genéticas. Suas descobertas foram publicadas em 12 de fevereiro de 2015 em artigos conjuntos — estudos de associação ao longo de todo o genoma [GWAS] — na revista Nature.

Ao analisar amostras genéticas de mais de 300 mil indivíduos para estudar a obesidade e a distribuição de gordura corporal, os pesquisadores do Consórcio Internacional de Investigação de Características Antropométricas (GIANT) completaram o maior estudo da variação genética até hoje e encontraram mais de 140 locais ao longo do genoma que têm algum papel em várias características da obesidade.

Ao aplicar novos métodos computacionais aos resultados genéticos, descobriram novas vias metabólicas que são importantes no controle do peso corporal e da distribuição de gordura.

Esse trabalho é o primeiro passo na direção de encontrar genes individuais que desempenham papéis-chave na forma e tamanho corporais. As proteínas que esses genes ajudam a produzir poderiam se tornar alvos para desenvolvimento de medicamentos no futuro. Atualmente, não existem tratamentos seguros de longo prazo para lidar com a epidemia global de obesidade.
Razão cintura-quadril importante para avaliar risco de saúde

Um dos artigos focou-se em onde a gordura é estocada no corpo, um fator determinante de risco de saúde. Uma das medidas observáveis associada a localizações genéticas foi a razão de circunferência entre cintura e quadril. Pessoas com linhas de cintura maiores que circunferências do quadril têm mais gordura na barriga estocada em torno de seus órgãos abdominais. Isso as faz mais propensas a terem problemas metabólicos, como diabetes tipo 2, e problemas cardiovasculares em comparação a pessoas com gordura mais localizada na área do quadril ou distribuída igualmente pelo corpo.

“Precisamos saber dessas localizações genéticas porque depósitos diferentes de gordura levam a riscos de saúde diferentes”, disse Karen Mohlke, professora de genética da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte e uma autora sênior do artigo que examinou a razão cintura-quadril de distribuição de gordura.

“Se pudermos descobrir quais genes influenciam onde a gordura é depositada, poderia nos ajudar a entender a biologia que leva a vários problemas de saúde, tais como resistência à insulina/diabetes, síndrome metabólica e doença cardíaca”, disse ela.
As localizações genéticas associadas a depósitos de gordura estão também associadas a genes previamente identificados como importantes para a criação de tecido adiposo. Os pesquisadores também determinaram que 19 das localizações genéticas de distribuição adiposa tinham um efeito mais forte em mulheres; e uma tinha um efeito mais forte em homens.
“Pela descoberta de variantes genéticas que desempenham papeis importante em influenciar a distribuição de gordura corporal e os modos pelos quais a distribuição de gordura difere entre homens e mulheres, esperamos focalizar os processos biológicos subjacentes fundamentais que são cruciais”, disse a autora sênior Cecilia Lindgren, acadêmica residente do Broad Institute de Harvard e do MIT e uma professora associada da Universidade de Oxford.

IMC associado a fatores genéticos e nova biologia

No segundo artigo da Nature, que se focou no índice de massa corporal (IMC), os pesquisadores identificaram 97 regiões ao longo de todo o genoma que influenciam na obesidade, uma descoberta que triplicou o número de regiões conhecidas anteriormente.

“Nosso trabalho mostra claramente que a predisposição à obesidade e a IMC alto não é devida apenas a um único gene ou mudança genética”, disse a autora sênior Elizabeth Speliotes, professora assistente de medicina computacional e bioinformática no Sistema de Saúde da Universidade de Michigan.

“O grande número de genes torna improvável que uma solução de perda de peso funcione para todo mundo e abre as portas para a possibilidade de usarmos pistas genéticas para ajudar a derrotar a obesidade”, disse ela.

Além disso, os pesquisadores descobriram que as localizações genéticas associadas ao IMC eram provavelmente envolvidas em processos neurais, especificamente a sinalização por neurotransmissores que controlam o apetite e o uso de energia.
“Usando novos métodos computacionais nós apontamos para novas vias biológicas que agem no cérebro para regular a obesidade em geral e também para um conjunto diferente de vias relacionadas à distribuição de gordura que controlam processos metabólicos importantes”, disse o autor sênior Joel Hirschhorn, professor de pediatria de HMS Concordia, professor de genética HMS no Hospital das Crianças de Boston e co-diretor do Programa de Metabolismo do Broad Institute.

Quando entendidos melhor, esses mecanismos podem ajudar a explicar por que nem todos daqueles que são obesos desenvolvem doenças metabólicas relacionadas tais como diabetes e colesterol alto, e poderiam levar a caminhos possíveis para tratar a obesidade ou prevenir doenças metabólicas naqueles que já são obesos.

Os pesquisadores notam que enquanto alguns genes envolvidos na obesidade poderiam já ter sido implicados em outros aspectos da saúde humana, outros poderiam ser parte de novas vias que ainda não são compreendidas. Um melhor entendimento de suas funções relacionadas à gordura corporal e à obesidade pode fornecer uma imagem melhor dos papeis que esses genes desempenham numa variedade de doenças.
“Encontrar os genes que aumentam o risco de obesidade é apenas o fim do começo”, disse a autora sênior Ruth Loos, professora de medicina preventiva do Hospital Monte Sinai e diretora do Programa de Genética da Obesidade e Características Metabólicas Relacionadas no Instituto Charles R. Bronfam pela Medicina Personalizada.

“Um desafio maior agora é aprender sobre a função dessas variações genéticas e como elas de fato aumentam a susceptibilidade das pessoas a ganhar peso”, disse Loos. “Esse vai ser o passo seguinte crítico, que vai demandar contribuição de cientistas com uma ampla variedade de especialidades, antes que nossas novas descobertas possam ser usadas com alvo na prevenção da obesidade e estratégias de tratamento”.

O apoio financeiro à colaboração inernacional foi fornecido em parte pelos National Institutes of Health e pelo Wellcome Trust.


Adaptado de uma news release multi-institucional. Traduzido de Harvard Medical School News.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Óvulos e espermatozoides humanos rudimentares produzidos a partir de células-tronco


Por David Cyranoski, Nature News. Tradução de Eli Vieira

Um feito atingido pela primeira vez em humanos poderia ser um passo na direção da cura da infertilidade.

Pesquisadores israelenses e britânicos criaram espermatozoides e células precursoras de óvulos numa placa a partir das células da pele de uma pessoa. A façanha é um pequeno passo na direção de um tratamento para a  infertilidade, embora possa enfrentar controvérsias significativas e empecilhos regulatórios.

O experimento, publicado online na revista Cell em 24 de dezembro¹, recria em humanos parte dos procedimentos primeiro desenvolvidos em camundongos, nos quais células chamadas de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) — células ‘reprogramadas’que podem se diferenciar em quase qualquer tipo de célula — são usadas para criar espermatozoides ou ovócitos que são subsequentemente manipulados para produzir embriões por fecundação in vitro.

Em 2012, o biólogo especialista em células-tronco Mitinori Saitou, da Universidade de Kyoto, Japão, junto a seus colaboradores, criou as primeiras células germinativas primordiais artificiais (PGC's)². Essas são células especializadas que emergem durante o desenvolvimento embrionário e mais tarde dão origem a espermatozoides ou ovócitos. Saitou os fez numa placa, começando com células da pele reprogramadas para um estado similar ao embrionário através da tecnologia de células iPS. Os cientistas também conseguirem atingir o mesmo resultado começando com células-tronco embrionárias.

Embora suas células não pudessem se desenvolver além desse estágio precursor na placa, Saito descobriu que se as colocasse em testículos de camundongo elas se maturariam em espermatozoides, e, se as colocasse em ovários, maturar-se-iam em ovócitos funcionais. Ambos espermatozoides e ovócitos poderiam ser usados para fertilização in vitro.

Esforços para projetar gametas similarmente funcionais em humanos produziram células parecidas com PGC's, mas com tal baixa eficiência — taxa de sucesso em transformar células-tronco em gametas — que era difícil para outros tentarem expandir o trabalho. Esforços anteriores também demandavam a introdução de genes que poderiam tornar as células inúteis para o ambiente clínico.

Agora uma equipe liderada por Azim Surani, da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e Jacob Hanna, do Instituto Weizmann de Ciência em Rehovot, Israel, replicou a parte in vitro — a “primeira metade”, diz Hanna — dos esforços de Saitou em humanos.

Alta eficiência

A chave para o sucesso dos biólogos foi encontrar o ponto de partida correto. Uma grande dificuldade em repetir o feito em humanos era o fato de que as células-tronco de camundongos e as de humanos são fundamentalmente diferentes. Células-tronco de camundongos são ‘ingênuas’ — fáceis de influenciar para qualquer trajetória de diferenciação — enquanto células-tronco humanas são ‘preparadas’ de uma forma que as torna menos adaptáveis.

Mas Hanna percebeu que essas diferenças poderiam ser superadas por ajustes nas células, como ele e seus colaboradores relataram em 2013.³ Ele e sua equipe desenvolveram um modo de fazer células-tronco humanas que eram ingênuas como as dos roedores. “Na primeira vez que usamos aquelas células com o protocolo de Saitou — bum! Conseguimos PGC's com alta eficiência”, diz ele.

Trabalhando juntos, Surani e Hanna conseguiram usar células-tronco embrionárias e células iPS, tanto de homens quanto de mulheres, para fazer células precursoras de gametas com 25-40% de eficiência.

“É estimulante que os laboratórios de Surani e Hanna tenham encontrado uma forma de gerar células da linha germinativa com a mais alta eficiência já relatada”, diz Amander Clark, uma especialista em biologia reprodutiva na Universidade da Califórnia, Los Angeles.

As células têm muitas das características de células germinativas primordiais. Em particular, seu padrão ‘epigenético’ — [o padrão de] modificações químicas aos cromossomos que afetam a expressão gênica — era similar aos de células germinativas primordiais. A equipe comparou marcadores protéicos em PGC's artificiais com os de PGC's reais coletadas de fetos abortados e descobriu que eram muito semelhantes.

“São tão similares às PGC's humanas quanto as PGC's [artificiais] de Saitou são às PGC's reais de camundongo, diz Hanna.

Saitou diz que os insights sobre mecanismos oferecidos pelo artigo provavelmente vão estimular os esforços para entender mais a fundo e controlar esse processo. Particulamente em humanos, uma proteína chamada SOX17 parece ter um papel-chave que em camundongos é desempenhado por uma proteína diferente chamada Sox2.

Saitou, que também está trabalhando para desenvolver PGC's humanas em placa, chama a descoberta de “interessante” e diz que, no geral, o processo de criar tais células “é muito mais claramente definido comparado ao trabalho anterior, mais ambíguo, e portanto será um bom fundamento para investigações futuras”. Clark concorda: “É um insight mecanístico especial sobre o desenvolvimento da linha germinativa humana que torna este artigo singular”, diz ela.


Muitas incógnitas

Em camundongos, o próximo passo é introduzir as PGC's projetadas em testículos ou ovários, para completar a ‘segunda metade’ do processo de Saitou, seu desenvolvimento em espermatozoides e ovócitos funcionais.

Mas Hanna diz que ele e seus colaboradores “não estão prontos para tentar isso” em humanos, e outros concordam que há ainda muitas incógnitas para introduzir as PGC's artificiais em humanos.

Ele diz que os cientistas estão também considerando injetar as PGC's artificiais humanas em testículos ou ovários de camundongos e outros animais, ou tentar o experimento como um todo em primatas não-humanos. Ele diz que os esforços contínuos de Saitou e outros para completar o processo do desenvolvimento de espermatozoides e ovócitos de camundongos in vitro poderia levar a uma receita que pode ser adaptada para humanos.

“Ainda estou organizando meus pensamentos. Veremos depois que o artigo for publicado o que a comunidade [científica] pensará”, diz Hanna.

Clark diz que reguladores devem dar caminho para os experimentos humanos que serão necessários para levar a tecnologia para as clínicas e potencialmente permitir que alguns homens e mulheres estéreis tenham filhos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a lei proíbe o financiamento federal da criação de embriões humanos para propósitos de pesquisa, algo que seria necessário para testar a nova tecnologia. As restrições “precisam ser revogadas e substituídas por regras universais sobre como fazer essa pesquisa de forma ética e segura”, diz ela.

Em princípio, o processo poderia até mesmo ser usado para gerar óvulos do corpo de um homem. Esses poderiam ser fertilizados in vitro pelo espermatozoide de outro homem e o embrião resultante poderia então ser implantado numa mãe substituta — permitindo a dois homens ter um filho biológico juntos. Mas as dificuldades técnicas seriam formidáveis: em particular, homens não têm ovários nos quais as células precursoras poderiam ter a chance de maturar em óvulos. Além disso, a ideia com certeza enfrentaria polêmica.

“É muito importante enfatizar que enquanto esse cenário poderia ser tecnicamente possível e factível, é remoto neste estágio [da pesquisa] e muitos desafios precisam ser superados”, diz Hanna. Permitir que duas mulheres tenham um filho biológico juntas parece ainda mais remoto, acrescentam os autores, porque apenas homens têm o cromossomo Y, que é essencial para a produção de espermatozoides.

[N. do T.: utilizei alternativamente "óvulo" e "ovócito" como tradução para "egg". A convenção é que o gameta feminino antes da fecundação seja chamado de "ovócito (II)".]

Referências

  1. Irie, N. et alCell http://dx.doi.org/10.1016/j.cell.2014.12.013(2015).
  2. Kee, K.Angeles, V. T.Flores, M.Nguyen, H. N. & Reijo Pera, R. A. Nature 462222225 (2009).
  3. Gafni, O. et alNature 504282286 (2013).

Assuntos

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