sábado, 4 de abril de 2015

Sobre depressão, Andreas Lubitz e Luiz Carlos Prates

Por causa dessa mensagem republico o texto abaixo no blog.

A ideia de que portadores de depressão não têm responsabilidade moral é claramente absurda: se uma criança está sob a responsabilidade de alguém com depressão, e por causa da apatia depressiva este alguém deixa essa criança ficar desnutrida, o cuidador deprimido tem culpa pela desnutrição da criança. Se estamos falando de depressão grave, neste caso hipotético, pode ser que estejamos falando de um malfeito culposo (sem intenção de fazer, mas ainda imputável), e não doloso (feito com má fé, intencionalmente). Mas a depressão sozinha não é suficiente para estabelecer que foi culposo, apenas aumenta a suspeita de ser culposo pelo seu poder de incapacitar seu portador. Os detalhes do caso devem ser levados em conta para saber se essa suspeita se confirma.

Quando um co-piloto depressivo e potencialmente suicida pesquisa na internet detalhes sobre como trancar uma cabine de comando de um avião, e não responde a apelos do piloto para abrir a porta, e respira "calmamente" durante os oito minutos entre tomar o controle e colidir o avião contra uma montanha, os indícios são fortemente de crime doloso, e além disso premeditado. Este caso é real e diz respeito ao co-piloto Andreas Lubitz (http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-32159602).

Somente em casos de deficiência intelectual grave devemos eximir completamente uma pessoa de culpa, como devemos fazer com predadores como tubarões e leões quando causam ferimento ou morte a humanos. Somos todos animais, não é pejorativo comparar essas pessoas com outras espécies. O propósito da comparação é apenas apontar que uma pessoa com deficiência intelectual grave não é capaz de responder por si, o que é verdade também para crianças.

Andreas Lubitz, ao que tudo indica (como o fato de ter chegado a ser um co-piloto), era plenamente capaz de responder por si.

Há relação da depressão com o crime? Só incidentalmente. Sabemos que outras pessoas com outras motivações já fizeram coisa parecida, e não eram deprimidas. Um dos sintomas mais clássicos de depressão é a apatia. Mas a hiperatividade também pode ser. Outros sintomas de depressão também são paradoxais: o deprimido pode comer muito pouco ou pode comer demais e ganhar bastante peso em pouco tempo. Pessoas deprimidas são um perigo para si mesmas não nos episódios depressivos (geralmente incapacitantes, em que passam dias sem sair de casa, geralmente deitadas), mas quando melhoram e ficam capazes de tomar decisões. E, como pessoas não-deprimidas, ao tomar decisões são influenciadas por suas ideias e crenças.

Andreas Lubitz pode ter acreditado que é melhor se despedir do mundo com um espetáculo sangrento do que timidamente em seu apartamento. Essa ideia é antiga, na mitologia nórdica morrer bem era morrer em batalha, levando muita gente junto. Essa ideia reverbera pelos produtos culturais que consumimos. Essa ideia está até no cristianismo: Jesus decidiu ser crucificado para espalhar a ideia da salvação, foi-se do mundo em espetáculo em vez de passar mais 30 ou 40 anos pregando suas ideias para depois morrer a morte anônima dos carpinteiros do século I.

A depressão influencia as ideias do deprimido, também. Pessoas deprimidas têm um filtro de negatividade, em que vão acumulando e listando "fatos" ruins que lhe acontecem ou sobre sua própria personalidade. Em algumas, esse "filtro" cognitivo é mais brando e elimina outro "filtro" positivo que as pessoas em geral têm, o que faz desse subgrupo de deprimidos um grupo "realista", bom em avaliar o estado das coisas e prever para onde vão. Talvez Lubitz não se importasse em ser visto como um monstro, pois como depressivo já se via como indigno, e ser um monstro seria apenas mais uma propriedade negativa em sua coleção de vícios percebidos. Uma pessoa que se mata ou se vê como caso perdido e indigna de viver, ou está num estado (temporário) de extrema frustração por algum grande projeto falido em suas vidas. Há indícios para as duas coisas em Lubitz, pois pode ser que ele estivesse frustrado com impedimentos à sua carreira, mas dado o nível de premeditação e tempo dedicado ao que ele fez, creio que a autopercepção negativa ali era forte. A depressão também pode vir acompanhada de outros transtornos (ter um problema mental não significa, infelizmente, estar livre de outros), isso é chamado de "comorbidade". Pode ser que Lubitz tivesse algum transtorno de personalidade antissocial ou estivesse na fronteira de um. Não é possível afirmar isso agora, no entanto.

Sobre esse caso o jornalista Luiz Carlos Prates comentou que gente depressiva como o piloto deve ser "duramente tocado em suas verdades, porque é um covarde existencial. Nada de pena, mas até de desprezo se for o caso". Isso traz uma carga grande de senso comum. O problema de ter opiniões de senso comum é que se confunde o que é intuitivamente popular com o que é cristalinamente verdadeiro. Às vezes o que é popular nas intuições das pessoas é assim porque é cristalinamente verdadeiro. Mas nem sempre: às vezes uma crença é popular e intuitiva pelo compartilhamento de erros sistemáticos de avaliação.

Parece que a receita do Prates para lidar com depressivos é a mesma do Bolsonaro para lidar com filho gay: a agressão. Certo, Bolsonaro recomendou a agressão física e Prates parece recomendar apenas a verbal. Mas, como todo mundo sabe, é preferível tomar beliscões e tapas a ouvir certos tipos de coisa.

O problema dessa receita é que ela claramente não funciona, e insistir nela é portanto irracional. Quando se "toca duramente" uma pessoa deprimida "em suas verdades", o que frequentemente acontece é que ela dirá para si mesma: sim, eu sou indigno, eu mereço seu desprezo, eu sou mesmo esse lixo. Não significa que dirá isso em voz alta, mas essas crenças autodepreciativas, que ocupam um nível bem basal e nem sempre declarativo na cabeça do deprimido, se afirmam repetidamente em sua cabeça. Não importa o quão bem-sucedida a pessoa é: essa doença tem uma fonte mista, tanto endógena (existem variantes genéticas associadas a certos tipos e propriedades da depressão) quanto exógena (experiências passadas e presentes, mas sob o efeito de uma "interpretação" subjetiva, que em depressivos é frequentemente distorcida para o negativo, como já dito). Não vou entrar em detalhes sobre o que foi mostrado como eficaz para a depressão até hoje (psicoterapia, passagem de tempo, medicamentos todos funcionam com dose a depender do caso): o que importa aqui é que as ideias do jornalista, e na verdade de muita gente que pensa como ele, são profundamente ignorantes sobre o que é a depressão. Isso é ruim não só para os depressivos, mas para quem tem essas opiniões. Uma vez deprimido, gente como o Prates vai ser ainda mais propensa a se autoflagelar psicologicamente: "preciso ser duramente sacudido nas minhas verdades, preciso receber mais desprezo, preciso me chacoalhar e ser estapeado para voltar a mim mesmo".

A ironia nisso? Como discutido, as ideias do deprimido influenciam suas decisões naquela fase de melhora em que ele está mais propenso a fazer algo terrível contra si (ou contra os outros também como fez Lubitz). Ideias ruins, mal examinadas, têm uma forte tendência a levar a decisões ruins. Talvez, se Lubitz visse que ele não era uma pessoa desprezível e que existe ajuda, inclusive medicamentosa, ao que ele estava passando, se tivesse uma percepção mais estatisticamente correta das virtudes e vícios humanos e visse que ele também tinha virtudes, ele teria se importado mais com acrescentar o adjetivo "assassino" ao seu nome, teria visto que isso não precisava ser "coerente" com a visão que tinha de si mesmo, porque a visão que tinha de si mesmo estava sendo distorcida por uma doença real, tão real quanto uma infecção ou uma insuficiência cardíaca, chamada depressão.

Quem tem ideias ruins como a de Prates, quem duvida da existência da depressão, quem só acredita que é depressão se for caso grave, contribui pela via da ignorância para os efeitos nefastos dessa doença no mundo. E nisso há, provavelmente, também algum grau de malfeito culposo ou doloso.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Nicholas Shackel: A Vacuidade da Metodologia Pós-modernista

Trechos do artigo original:


"Muitas das doutrinas filosóficas defendidas por pós-modernistas foram redondamente refutadas, mas as pessoas continuam a ser convertidas por um conjunto de dispositivos desonestos usados no proselitismo pós-moderno. Está ficando cansativo repetir refutações do mesmo tipo para cada nova aparição dessas várias manobras. Por essa razão, em vez de dar um novo grupo de refutações específicas, oferecerei em vez disso meu pequeno museu de suas manobras retóricas, cada exibição rotulada em ordem, cada rótulo gravado com um nome, cada nome contribuindo para um vocabulário de rejeição [do pós-modernismo].

Por 'pós-modernistas' refiro-me não apenas a autointitulados pós-modernistas como Lyotard e Rorty, mas também a pós-estruturalistas, desconstrucionistas, adeptos do Programa Forte em Sociologia do Conhecimento, e feministas anti-racionalistas. Uno-os sob o termo porque, filosoficamente, estão unidos por uma doutrina cética sobre a racionalidade (que confundem erroneamente com uma descoberta profunda): a saber, que a racionalidade não pode ser uma restrição objetiva sobre nós mas é qualquer coisa que a fizermos ser, e o que a fazemos ser depende do que valorizamos. Oponentes são vistos como disfarçando sua construção de interesse próprio da racionalidade por trás de uma visão metafisicamente inflada da racionalidade na qual assume-se que a Razão com R maiúsculo transcende os egos meramente empíricos de seres racionais.

Nomeemos essa doutrina cética. Que tal 'logofobia'? O termo tem muito de recomendável. Condescendente, com petição de princípio, evitando pensar mais a fundo, assegurando evasão fácil da questão meramente gradgrindiana a respeito da verdade ou falsidade da doutrina, permitindo a nós passar logo para a diversão de maldizer os logofóbicos. O que mais se poderia querer de um termo?

Infelizmente, sou um racionalista empedernido e renunciei aos prazeres dos truques sofísticos. Em vez disso batizei a doutrina de 'alogosia', para passar sua negação da objetividade da razão, e seus seguidores de 'alogósicos', dos quais os pós-modernistas são apenas os exemplares mais recentes. Não discutirei essa doutrina aqui, mas explorarei alguns de seus absurdos."

Dois dos dispositivos desonestos pós-modernos identificados por Shackel:


1. Truísmos de Troll. Consiste em afirmações vagas o suficiente para serem ao mesmo tempo trivialmente verdadeiras enquanto carregam interpretação alternativa que veicula uma falsidade empolgante. Exemplo: a afirmação de que a ciência é socialmente construída é trivialmente verdadeira, mas com ela frequentemente quer-se alegar que o modo como essa construção se deu é totalmente arbitrário, não contendo verdade objetiva inescapável, e que o fato de ser uma construção implica que haveria necessariamente outros modos de construir. Uma falsidade empolgante veiculada por uma verdade trivial e enfadonha.

2. Doutrinas de Mota e Terreno. Castelos de mota eram um tipo de construção medieval em que havia uma torre de pedra construída sobre uma colina frequentemente artificial (a mota) cercada por um terreno contendo construções (tipicamente um castelo) delimitado por um muro ou uma vala. A parte desejável e útil é o terreno, o espaço imediato da mota, frio e úmido, é um mal necessário para manter a segurança do terreno. Na estratégia desonesta em questão, o terreno é o conjunto de proposições desejáveis pelos seus defensores mas fracamente defensáveis. A mota representa proposições facilmente defensáveis mas indesejáveis para esses proponentes. Quem defende uma doutrina filosófica estilo mota-e-terreno quer explorar o terreno livremente, mas quando é pressionado por críticos vai bater em retirada para a mota. Um exemplo de doutrina mota-e-terreno é a doutrina de Michel Foucault sobre a verdade. O terreno dificilmente defensável é a proposição de que verdade é poder, que facilmente se expõe a críticas demolidoras mesmo sendo desejável para Foucault. A mota é que com "verdade" Foucault quer dizer outra coisa que não se identifica com a verdade, outra coisa em que a afirmação se torna trivialmente aceitável. No entanto, o que Foucault estava oferecendo era uma teoria da verdade, não uma teoria de alguma outra coisa arbitrariamente rotulada com o termo 'verdade', convenientemente ressignificado. Quando o escrutínio crítico se afrouxa (os 'inimigos' tentando atacar o 'terreno' se retiram), o novo sentido de 'verdade' desaparece e os defensores da doutrina voltam a pensar que verdade é poder, uma ideia falsa mas empolgante.

(Shackel esclarece o dispositivo de "mota e terreno" aqui: blog.practicalethics.ox.ac.uk/2014/09/motte-and-bailey-doctrines/ )

Depois de classificar outras estratégias, a conclusão do filósofo é que o destino dos pós-modernos é um buraco negro de absoluto irracionalismo auto-refutante em que todas as proposições são igualmente aceitáveis.

Referência

Shackel, N. 2005 The Vacuity of Postmodernist Methodology. Metaphilosophy 36, 295–320. (doi:10.1111/j.1467-9973.2005.00370.x)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Além do exercício e da dieta: estudo com 300 mil pessoas revela bases genéticas da obesidade

Maior estudo até hoje mostra que genes participam das razões pelas quais as pessoas são obesas.


Há muitas razões pelas quais as pessoas ganham quantidades diferentes de peso e a gordura se acumula em partes diferentes do corpo. Pesquisadores conduziram recentemente o maior estudo da variação genética até o momento para encontrar as razões genéticas. Suas descobertas foram publicadas em 12 de fevereiro de 2015 em artigos conjuntos — estudos de associação ao longo de todo o genoma [GWAS] — na revista Nature.

Ao analisar amostras genéticas de mais de 300 mil indivíduos para estudar a obesidade e a distribuição de gordura corporal, os pesquisadores do Consórcio Internacional de Investigação de Características Antropométricas (GIANT) completaram o maior estudo da variação genética até hoje e encontraram mais de 140 locais ao longo do genoma que têm algum papel em várias características da obesidade.

Ao aplicar novos métodos computacionais aos resultados genéticos, descobriram novas vias metabólicas que são importantes no controle do peso corporal e da distribuição de gordura.

Esse trabalho é o primeiro passo na direção de encontrar genes individuais que desempenham papéis-chave na forma e tamanho corporais. As proteínas que esses genes ajudam a produzir poderiam se tornar alvos para desenvolvimento de medicamentos no futuro. Atualmente, não existem tratamentos seguros de longo prazo para lidar com a epidemia global de obesidade.
Razão cintura-quadril importante para avaliar risco de saúde

Um dos artigos focou-se em onde a gordura é estocada no corpo, um fator determinante de risco de saúde. Uma das medidas observáveis associada a localizações genéticas foi a razão de circunferência entre cintura e quadril. Pessoas com linhas de cintura maiores que circunferências do quadril têm mais gordura na barriga estocada em torno de seus órgãos abdominais. Isso as faz mais propensas a terem problemas metabólicos, como diabetes tipo 2, e problemas cardiovasculares em comparação a pessoas com gordura mais localizada na área do quadril ou distribuída igualmente pelo corpo.

“Precisamos saber dessas localizações genéticas porque depósitos diferentes de gordura levam a riscos de saúde diferentes”, disse Karen Mohlke, professora de genética da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte e uma autora sênior do artigo que examinou a razão cintura-quadril de distribuição de gordura.

“Se pudermos descobrir quais genes influenciam onde a gordura é depositada, poderia nos ajudar a entender a biologia que leva a vários problemas de saúde, tais como resistência à insulina/diabetes, síndrome metabólica e doença cardíaca”, disse ela.
As localizações genéticas associadas a depósitos de gordura estão também associadas a genes previamente identificados como importantes para a criação de tecido adiposo. Os pesquisadores também determinaram que 19 das localizações genéticas de distribuição adiposa tinham um efeito mais forte em mulheres; e uma tinha um efeito mais forte em homens.
“Pela descoberta de variantes genéticas que desempenham papeis importante em influenciar a distribuição de gordura corporal e os modos pelos quais a distribuição de gordura difere entre homens e mulheres, esperamos focalizar os processos biológicos subjacentes fundamentais que são cruciais”, disse a autora sênior Cecilia Lindgren, acadêmica residente do Broad Institute de Harvard e do MIT e uma professora associada da Universidade de Oxford.

IMC associado a fatores genéticos e nova biologia

No segundo artigo da Nature, que se focou no índice de massa corporal (IMC), os pesquisadores identificaram 97 regiões ao longo de todo o genoma que influenciam na obesidade, uma descoberta que triplicou o número de regiões conhecidas anteriormente.

“Nosso trabalho mostra claramente que a predisposição à obesidade e a IMC alto não é devida apenas a um único gene ou mudança genética”, disse a autora sênior Elizabeth Speliotes, professora assistente de medicina computacional e bioinformática no Sistema de Saúde da Universidade de Michigan.

“O grande número de genes torna improvável que uma solução de perda de peso funcione para todo mundo e abre as portas para a possibilidade de usarmos pistas genéticas para ajudar a derrotar a obesidade”, disse ela.

Além disso, os pesquisadores descobriram que as localizações genéticas associadas ao IMC eram provavelmente envolvidas em processos neurais, especificamente a sinalização por neurotransmissores que controlam o apetite e o uso de energia.
“Usando novos métodos computacionais nós apontamos para novas vias biológicas que agem no cérebro para regular a obesidade em geral e também para um conjunto diferente de vias relacionadas à distribuição de gordura que controlam processos metabólicos importantes”, disse o autor sênior Joel Hirschhorn, professor de pediatria de HMS Concordia, professor de genética HMS no Hospital das Crianças de Boston e co-diretor do Programa de Metabolismo do Broad Institute.

Quando entendidos melhor, esses mecanismos podem ajudar a explicar por que nem todos daqueles que são obesos desenvolvem doenças metabólicas relacionadas tais como diabetes e colesterol alto, e poderiam levar a caminhos possíveis para tratar a obesidade ou prevenir doenças metabólicas naqueles que já são obesos.

Os pesquisadores notam que enquanto alguns genes envolvidos na obesidade poderiam já ter sido implicados em outros aspectos da saúde humana, outros poderiam ser parte de novas vias que ainda não são compreendidas. Um melhor entendimento de suas funções relacionadas à gordura corporal e à obesidade pode fornecer uma imagem melhor dos papeis que esses genes desempenham numa variedade de doenças.
“Encontrar os genes que aumentam o risco de obesidade é apenas o fim do começo”, disse a autora sênior Ruth Loos, professora de medicina preventiva do Hospital Monte Sinai e diretora do Programa de Genética da Obesidade e Características Metabólicas Relacionadas no Instituto Charles R. Bronfam pela Medicina Personalizada.

“Um desafio maior agora é aprender sobre a função dessas variações genéticas e como elas de fato aumentam a susceptibilidade das pessoas a ganhar peso”, disse Loos. “Esse vai ser o passo seguinte crítico, que vai demandar contribuição de cientistas com uma ampla variedade de especialidades, antes que nossas novas descobertas possam ser usadas com alvo na prevenção da obesidade e estratégias de tratamento”.

O apoio financeiro à colaboração inernacional foi fornecido em parte pelos National Institutes of Health e pelo Wellcome Trust.


Adaptado de uma news release multi-institucional. Traduzido de Harvard Medical School News.

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