domingo, 31 de maio de 2015

Perguntas frequentes sobre humanismo

Uma série de respostas a perguntas básicas sobre o que significa ser humanista, que escrevi para a Liga Humanista Secular do Brasil.

01. Somos ateus?

Humanistas são céticos quanto às propostas históricas de existência de entidades sobrenaturais e divinas. Uma forma de ceticismo quanto a divindades é o ateísmo, outra é o agnosticismo. Portanto, humanistas são ateus ou agnósticos.

02. Somos antropocêntricos?

Não. Como a fronteira entre as propriedades dos seres humanos e as propriedades de outros animais não é radicalmente nítida, faz todo sentido que humanistas tenham noções éticas que incluam outras espécies. Isso significa que humanistas não coadunam com a crueldade contra outros animais. Também não somos antropocêntricos em outros sentidos: os seres humanos são uma parcela ínfima do universo, antropocentrismo é acreditar que ele todo foi feito de presente para nós.

03. Somos pessoas sem norte ou desesperadas?

Não, ao menos não em função das nossas ideias. O humanismo oferece a autenticidade em aceitar os fatos sobre o que somos - por exemplo, que provavelmente não há vida após a morte - e buscar construir sentido para nossas vidas de forma racional. Uma vida não passa a ter sentido só porque supostamente é eterna, pensar assim seria como pensar que, porque tem valor a atividade de cuidar de um jardim em um dia, esse valor seria aumentado ou mantido se isso for feito o tempo todo ou para sempre. Vidas finitas ao mesmo tempo com sentido e frutíferas são não apenas uma possibilidade: são talvez a única forma de existirmos com finalidades de valor que abraçamos voluntaria e autenticamente.

04. Somos pessoas emocionalmente frias?

Absolutamente não. É um espantalho a ideia de que pessoas racionalistas são frias e sem emoção. Afinal, quando as pessoas sentem revolta, podem ser razoáveis ou irrazoáveis em estar revoltadas. Quando alguém se apaixona, pode estar sendo razoável nessa emoção, ou irrazoável (por exemplo, pode se apaixonar por alguém que só lhe faz mal e não corresponde). Além disso, quando exercitamos o pensamento crítico, podemos nos regozijar do mero fato de estarmos fazendo isso, podemos ter prazer ao perceber nosso próprio crescimento pessoal quando abandonamos uma crença errada e adotamos uma mais próxima da verdade. Razão e emoções são intrincadamente relacionadas, e não necessariamente opostas. E sentir uma emoção qualquer não exime ninguém de submeter essa emoção ao exame crítico: podemos descobrir que a sentimos irrazoavelmente e agir de forma a fazê-la passar.

05. Rejeitamos qualquer coisa que não for cientificamente comprovada?

Não. Em primeiro lugar, a noção de "cientificamente provado", se interpretada ao pé da letra, sugere que nada mais há para se descobrir sobre o assunto "provado", ou então que a tal "prova" é impossível de estar errada. Essa atitude dogmática é incompatível com o proceder científico, que põe em funcionamento as habilidades da investigação idealmente com o rigor dos séculos de métodos refinados para ampliá-las e corrigir seus erros. A ciência é uma investigação que muito tem em comum com outros tipos de investigação: a que visa a solucionar crimes, a que visa a rigorosamente interpretar e aplicar leis, a que visa a inventar pratos irresistíveis ao paladar, a que pretende fazer análise crítica de conceitos, etc. Todos os tipos de investigação podem ser feitas com rigor, a ciência é um dos tipos mais bem sucedidos, mas não é o único, e pode ser mal feita como todos os outros. Portanto, embora nem tudo seja passível de escrutínio científico (conhecimentos matemáticos, por exemplo, são obtidos por outros métodos), nenhuma ideia deve escapar à cobrança do rigor do pensamento crítico. E acreditamos que afirmar a existência de coisas sobrenaturais falha gravemente nesses critérios de rigor, assim como falham práticas como homeopatia, esquemas de pirâmide, irracionalismos pós-modernos etc.

06. Rejeitamos feminismo ou veg(etari)anismo?

Não necessariamente. Se com "feminismo" o que se pretende dizer é um conjunto de ideias e ações com garantida promoção da igualdade de oportunidades e direitos entre os gêneros, então feminismo nada mais é que humanismo aplicado a questões de gênero. Nem sempre, infelizmente, é isso que se quer dizer com "feminismo", então a primeira coisa a se fazer é ter clareza quanto ao termo. Outra é dar prioridade às questões éticas a respeito de gêneros, em vez de entrar em guerras de identidade sobre quem pode se dizer feminista ou não - pela evidente prioridade dessas questões éticas acima da afirmação identitária de ativistas. Sobre veg(etari)anismo, como dito, humanistas não coadunam com crueldade contra animais, não por dogma, mas porque ser cruel com animais é irracional, e os argumentos em prol da crueldade empalidecem com sua fraqueza frente aos argumentos a favor da dignidade dos animais. Cada humanista é livre para levar esses argumentos até suas consequências, e debater até que ponto a crueldade deve ser combatida, e que atitudes, se alguma, devem ser mudadas. Importante nesse assunto é saber que em qualquer dieta é possível adotar alguma forma de diminuir a crueldade contra animais. Mesmo pessoas adeptas do churrasco podem procurar saber se os animais que consomem foram maltratados enquanto viviam. E se alguém acredita que é correto independentemente de contexto torturar seres humanos ou outros animais, com certeza não é humanista.

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A Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS) foi fundada em 2010 e é a maior organização latino-americana dedicada especificamente ao humanismo. Eu fui presidente da associação até 2013. Ela foi escolhida para sediar o próximo Congresso Humanista Mundial, em São Paulo, 2017. Em poucos dias a LiHS mandará um representante ao STF para defender a laicidade do Estado, cada dia mais ameaçada no Brasil. Contribua com a associação: http://lihs.org.br/doar | Afilie-se em: http://lihs.org.br/queroentrar

sábado, 4 de abril de 2015

Sobre depressão, Andreas Lubitz e Luiz Carlos Prates

Por causa dessa mensagem republico o texto abaixo no blog.

A ideia de que portadores de depressão não têm responsabilidade moral é claramente absurda: se uma criança está sob a responsabilidade de alguém com depressão, e por causa da apatia depressiva este alguém deixa essa criança ficar desnutrida, o cuidador deprimido tem culpa pela desnutrição da criança. Se estamos falando de depressão grave, neste caso hipotético, pode ser que estejamos falando de um malfeito culposo (sem intenção de fazer, mas ainda imputável), e não doloso (feito com má fé, intencionalmente). Mas a depressão sozinha não é suficiente para estabelecer que foi culposo, apenas aumenta a suspeita de ser culposo pelo seu poder de incapacitar seu portador. Os detalhes do caso devem ser levados em conta para saber se essa suspeita se confirma.

Quando um co-piloto depressivo e potencialmente suicida pesquisa na internet detalhes sobre como trancar uma cabine de comando de um avião, e não responde a apelos do piloto para abrir a porta, e respira "calmamente" durante os oito minutos entre tomar o controle e colidir o avião contra uma montanha, os indícios são fortemente de crime doloso, e além disso premeditado. Este caso é real e diz respeito ao co-piloto Andreas Lubitz (http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-32159602).

Somente em casos de deficiência intelectual grave devemos eximir completamente uma pessoa de culpa, como devemos fazer com predadores como tubarões e leões quando causam ferimento ou morte a humanos. Somos todos animais, não é pejorativo comparar essas pessoas com outras espécies. O propósito da comparação é apenas apontar que uma pessoa com deficiência intelectual grave não é capaz de responder por si, o que é verdade também para crianças.

Andreas Lubitz, ao que tudo indica (como o fato de ter chegado a ser um co-piloto), era plenamente capaz de responder por si.

Há relação da depressão com o crime? Só incidentalmente. Sabemos que outras pessoas com outras motivações já fizeram coisa parecida, e não eram deprimidas. Um dos sintomas mais clássicos de depressão é a apatia. Mas a hiperatividade também pode ser. Outros sintomas de depressão também são paradoxais: o deprimido pode comer muito pouco ou pode comer demais e ganhar bastante peso em pouco tempo. Pessoas deprimidas são um perigo para si mesmas não nos episódios depressivos (geralmente incapacitantes, em que passam dias sem sair de casa, geralmente deitadas), mas quando melhoram e ficam capazes de tomar decisões. E, como pessoas não-deprimidas, ao tomar decisões são influenciadas por suas ideias e crenças.

Andreas Lubitz pode ter acreditado que é melhor se despedir do mundo com um espetáculo sangrento do que timidamente em seu apartamento. Essa ideia é antiga, na mitologia nórdica morrer bem era morrer em batalha, levando muita gente junto. Essa ideia reverbera pelos produtos culturais que consumimos. Essa ideia está até no cristianismo: Jesus decidiu ser crucificado para espalhar a ideia da salvação, foi-se do mundo em espetáculo em vez de passar mais 30 ou 40 anos pregando suas ideias para depois morrer a morte anônima dos carpinteiros do século I.

A depressão influencia as ideias do deprimido, também. Pessoas deprimidas têm um filtro de negatividade, em que vão acumulando e listando "fatos" ruins que lhe acontecem ou sobre sua própria personalidade. Em algumas, esse "filtro" cognitivo é mais brando e elimina outro "filtro" positivo que as pessoas em geral têm, o que faz desse subgrupo de deprimidos um grupo "realista", bom em avaliar o estado das coisas e prever para onde vão. Talvez Lubitz não se importasse em ser visto como um monstro, pois como depressivo já se via como indigno, e ser um monstro seria apenas mais uma propriedade negativa em sua coleção de vícios percebidos. Uma pessoa que se mata ou se vê como caso perdido e indigna de viver, ou está num estado (temporário) de extrema frustração por algum grande projeto falido em suas vidas. Há indícios para as duas coisas em Lubitz, pois pode ser que ele estivesse frustrado com impedimentos à sua carreira, mas dado o nível de premeditação e tempo dedicado ao que ele fez, creio que a autopercepção negativa ali era forte. A depressão também pode vir acompanhada de outros transtornos (ter um problema mental não significa, infelizmente, estar livre de outros), isso é chamado de "comorbidade". Pode ser que Lubitz tivesse algum transtorno de personalidade antissocial ou estivesse na fronteira de um. Não é possível afirmar isso agora, no entanto.

Sobre esse caso o jornalista Luiz Carlos Prates comentou que gente depressiva como o piloto deve ser "duramente tocado em suas verdades, porque é um covarde existencial. Nada de pena, mas até de desprezo se for o caso". Isso traz uma carga grande de senso comum. O problema de ter opiniões de senso comum é que se confunde o que é intuitivamente popular com o que é cristalinamente verdadeiro. Às vezes o que é popular nas intuições das pessoas é assim porque é cristalinamente verdadeiro. Mas nem sempre: às vezes uma crença é popular e intuitiva pelo compartilhamento de erros sistemáticos de avaliação.

Parece que a receita do Prates para lidar com depressivos é a mesma do Bolsonaro para lidar com filho gay: a agressão. Certo, Bolsonaro recomendou a agressão física e Prates parece recomendar apenas a verbal. Mas, como todo mundo sabe, é preferível tomar beliscões e tapas a ouvir certos tipos de coisa.

O problema dessa receita é que ela claramente não funciona, e insistir nela é portanto irracional. Quando se "toca duramente" uma pessoa deprimida "em suas verdades", o que frequentemente acontece é que ela dirá para si mesma: sim, eu sou indigno, eu mereço seu desprezo, eu sou mesmo esse lixo. Não significa que dirá isso em voz alta, mas essas crenças autodepreciativas, que ocupam um nível bem basal e nem sempre declarativo na cabeça do deprimido, se afirmam repetidamente em sua cabeça. Não importa o quão bem-sucedida a pessoa é: essa doença tem uma fonte mista, tanto endógena (existem variantes genéticas associadas a certos tipos e propriedades da depressão) quanto exógena (experiências passadas e presentes, mas sob o efeito de uma "interpretação" subjetiva, que em depressivos é frequentemente distorcida para o negativo, como já dito). Não vou entrar em detalhes sobre o que foi mostrado como eficaz para a depressão até hoje (psicoterapia, passagem de tempo, medicamentos todos funcionam com dose a depender do caso): o que importa aqui é que as ideias do jornalista, e na verdade de muita gente que pensa como ele, são profundamente ignorantes sobre o que é a depressão. Isso é ruim não só para os depressivos, mas para quem tem essas opiniões. Uma vez deprimido, gente como o Prates vai ser ainda mais propensa a se autoflagelar psicologicamente: "preciso ser duramente sacudido nas minhas verdades, preciso receber mais desprezo, preciso me chacoalhar e ser estapeado para voltar a mim mesmo".

A ironia nisso? Como discutido, as ideias do deprimido influenciam suas decisões naquela fase de melhora em que ele está mais propenso a fazer algo terrível contra si (ou contra os outros também como fez Lubitz). Ideias ruins, mal examinadas, têm uma forte tendência a levar a decisões ruins. Talvez, se Lubitz visse que ele não era uma pessoa desprezível e que existe ajuda, inclusive medicamentosa, ao que ele estava passando, se tivesse uma percepção mais estatisticamente correta das virtudes e vícios humanos e visse que ele também tinha virtudes, ele teria se importado mais com acrescentar o adjetivo "assassino" ao seu nome, teria visto que isso não precisava ser "coerente" com a visão que tinha de si mesmo, porque a visão que tinha de si mesmo estava sendo distorcida por uma doença real, tão real quanto uma infecção ou uma insuficiência cardíaca, chamada depressão.

Quem tem ideias ruins como a de Prates, quem duvida da existência da depressão, quem só acredita que é depressão se for caso grave, contribui pela via da ignorância para os efeitos nefastos dessa doença no mundo. E nisso há, provavelmente, também algum grau de malfeito culposo ou doloso.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Nicholas Shackel: A Vacuidade da Metodologia Pós-modernista

Trechos do artigo original:


"Muitas das doutrinas filosóficas defendidas por pós-modernistas foram redondamente refutadas, mas as pessoas continuam a ser convertidas por um conjunto de dispositivos desonestos usados no proselitismo pós-moderno. Está ficando cansativo repetir refutações do mesmo tipo para cada nova aparição dessas várias manobras. Por essa razão, em vez de dar um novo grupo de refutações específicas, oferecerei em vez disso meu pequeno museu de suas manobras retóricas, cada exibição rotulada em ordem, cada rótulo gravado com um nome, cada nome contribuindo para um vocabulário de rejeição [do pós-modernismo].

Por 'pós-modernistas' refiro-me não apenas a autointitulados pós-modernistas como Lyotard e Rorty, mas também a pós-estruturalistas, desconstrucionistas, adeptos do Programa Forte em Sociologia do Conhecimento, e feministas anti-racionalistas. Uno-os sob o termo porque, filosoficamente, estão unidos por uma doutrina cética sobre a racionalidade (que confundem erroneamente com uma descoberta profunda): a saber, que a racionalidade não pode ser uma restrição objetiva sobre nós mas é qualquer coisa que a fizermos ser, e o que a fazemos ser depende do que valorizamos. Oponentes são vistos como disfarçando sua construção de interesse próprio da racionalidade por trás de uma visão metafisicamente inflada da racionalidade na qual assume-se que a Razão com R maiúsculo transcende os egos meramente empíricos de seres racionais.

Nomeemos essa doutrina cética. Que tal 'logofobia'? O termo tem muito de recomendável. Condescendente, com petição de princípio, evitando pensar mais a fundo, assegurando evasão fácil da questão meramente gradgrindiana a respeito da verdade ou falsidade da doutrina, permitindo a nós passar logo para a diversão de maldizer os logofóbicos. O que mais se poderia querer de um termo?

Infelizmente, sou um racionalista empedernido e renunciei aos prazeres dos truques sofísticos. Em vez disso batizei a doutrina de 'alogosia', para passar sua negação da objetividade da razão, e seus seguidores de 'alogósicos', dos quais os pós-modernistas são apenas os exemplares mais recentes. Não discutirei essa doutrina aqui, mas explorarei alguns de seus absurdos."

Dois dos dispositivos desonestos pós-modernos identificados por Shackel:


1. Truísmos de Troll. Consiste em afirmações vagas o suficiente para serem ao mesmo tempo trivialmente verdadeiras enquanto carregam interpretação alternativa que veicula uma falsidade empolgante. Exemplo: a afirmação de que a ciência é socialmente construída é trivialmente verdadeira, mas com ela frequentemente quer-se alegar que o modo como essa construção se deu é totalmente arbitrário, não contendo verdade objetiva inescapável, e que o fato de ser uma construção implica que haveria necessariamente outros modos de construir. Uma falsidade empolgante veiculada por uma verdade trivial e enfadonha.

2. Doutrinas de Mota e Terreno. Castelos de mota eram um tipo de construção medieval em que havia uma torre de pedra construída sobre uma colina frequentemente artificial (a mota) cercada por um terreno contendo construções (tipicamente um castelo) delimitado por um muro ou uma vala. A parte desejável e útil é o terreno, o espaço imediato da mota, frio e úmido, é um mal necessário para manter a segurança do terreno. Na estratégia desonesta em questão, o terreno é o conjunto de proposições desejáveis pelos seus defensores mas fracamente defensáveis. A mota representa proposições facilmente defensáveis mas indesejáveis para esses proponentes. Quem defende uma doutrina filosófica estilo mota-e-terreno quer explorar o terreno livremente, mas quando é pressionado por críticos vai bater em retirada para a mota. Um exemplo de doutrina mota-e-terreno é a doutrina de Michel Foucault sobre a verdade. O terreno dificilmente defensável é a proposição de que verdade é poder, que facilmente se expõe a críticas demolidoras mesmo sendo desejável para Foucault. A mota é que com "verdade" Foucault quer dizer outra coisa que não se identifica com a verdade, outra coisa em que a afirmação se torna trivialmente aceitável. No entanto, o que Foucault estava oferecendo era uma teoria da verdade, não uma teoria de alguma outra coisa arbitrariamente rotulada com o termo 'verdade', convenientemente ressignificado. Quando o escrutínio crítico se afrouxa (os 'inimigos' tentando atacar o 'terreno' se retiram), o novo sentido de 'verdade' desaparece e os defensores da doutrina voltam a pensar que verdade é poder, uma ideia falsa mas empolgante.

(Shackel esclarece o dispositivo de "mota e terreno" aqui: blog.practicalethics.ox.ac.uk/2014/09/motte-and-bailey-doctrines/ )

Depois de classificar outras estratégias, a conclusão do filósofo é que o destino dos pós-modernos é um buraco negro de absoluto irracionalismo auto-refutante em que todas as proposições são igualmente aceitáveis.

Referência

Shackel, N. 2005 The Vacuity of Postmodernist Methodology. Metaphilosophy 36, 295–320. (doi:10.1111/j.1467-9973.2005.00370.x)

Assuntos

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